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terça-feira, 13 de julho de 2010

Careta De Estresse

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Por Airton Soares

Muitas vezes as pessoas são tachadas de dinâmicas, mas não passam de agitadas. Entulham a mesa de papéis e ficam "ciscando-os" impacientemente com careta de stress, dando show de contorcionismo facial. Não riem, não choram, não sentem dores.

Parecem feitas de bronze. Só parecem! Estas pessoas adoram ser temidas. Precisam a todo custo chamar a atenção a sua pseudo-autoridade. No fundo escondem suas fraquezas administrativas e psicológicas.

Se você quer saber mesmo quem realmente manda numa empresa, diz Hélio Passos: examine as mesas. Quanto mais cheia a mesa, menos o seu ocupante manda. Quanto mais limpa a mesa maior a autoridade.

Pegue Leve Com Seu Chefe

02.b)


Por Airton Soares

GOSTO DESTE PROVÉRBIO TURCO:Se ao meio-dia rei diz que é noite, sábio acrescenta: E que belas estrelas!” Isto me faz lembrar um provérbio nosso: “Em terra de sapo de cócoras com eles”. E mais outro: “Manda quem pode, obedece quem tem juízo”.

COM ESTAS LINHAS INTRODUTÓRIAS,já podemos ir direto ao nosso propósito:se o seu coordenador é difícil, autoritário, é perder tempo argumentar.

ACEITE. ISTO NÃO IMPLICA CONCORDÂNCIA. Não desafie seu chefe, principalmente em tempos de crise. Isso não significa se anular diante do superior nem o contrário. Ou seja, subestimá-lo. ‘Se ele fala pau, não repita pedra sem parar’.

APRESENTE SUAS IDEIAS COMO OPÇÕES, e não como soluções definitivas, e aprenda a discordar de vez em quando. O erro é exagerar. Tudo que se exagera enfraquece.

MAS... SE AO LONGO DO TEMPO você desconfiar que ele evoluiu e está aberto ao diálogo, imponha saudavelmente seu ponto de vista. Seja sábio.

A PIOR ‘BESTÊRA’ que se pode fazer contra a ignorância e o preconceito é demonstrar tirocínio na arte de argumentar. "Pegue leve" com seu chefe. Mantenha seu emprego e viva melhor.


No Laboratório

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02.d) No Laboratório

Por Airton Soares

Hoje no laboratório. Ao dirigi-me à senhorita responsável pela coleta de sangue, trajando jaleco acrilicamente imaculado, mas de cara sisuda e indiferente, fui logo dizendo... jocosamente.

- Senhorita, apenas três palavrinhas. Apenas três. Repita, por favor. Não vai doer.

- "Não vai doer".

Enquanto ela desajeitadamente repetia a frase, uma sombra de sorriso aflorava-lhe da face.

Foi-se a sisudez da moça e o meu medo da furada da agulha. Dupla bênção. Eu, por não ter sentido dor e não ter perdido as estribeiras diante a frieza do atendimento; Ela, por ter reposto parte do seu estoque de simpatia, suficiente para abrandar a ansiedade dos vindouros pacientes. Fiz a minha parte... E deu certo!